Construindo uma escola ideal
A escrita
Quando comecei a participar de uma sala de aula como aluna pesquisadora, tinha uma visão bem diferente do que era alfabetizar uma criança. Com o passar do tempo pude sentir que não é tão fácil assim. Porém é algo encantador ajudar o aluno a concluir uma hipótese através daquilo que ele sabe e que pode ser de grande importância para o passo seguinte. Nada deixa de ter sentido, seja um rabisco, um desenho, não importa o quê. Tive algumas experiências com alguns alunos sobre a escrita e confesso que viajava com eles.
Uma aluna conversando com a outra disse:
Se você quiser pintar bem bonito, faça assim! Feche os olhos, imagine que está pintando e se não gostar da cor você pode apagar e mudar! Quando ouvi aquilo pensei! Os alunos pensam e tem cada idéia! Esse aluno era pré-silábico sem valor e de uma ora para outra passou de nível, colocando varias letras e reconhecendo as letras do seu nome. Fiquei perplexa, pois imaginava que fosse demorar muito para que ele avançasse de nível. Foi quando esse mesmo aluno que não imaginei que fosse avançar, ele avançou. E aí começamos a planejar atividades que faça os alunos a avançarem na escrita e a terem imaginação. Essa busca é o mais desafiante para o professor, pois um aprende com o outro.
Outra vez o aluno chegou até a mim e disse: Professora eu sei escrever um caderno cheio de lição! Eu disse: Que bom! Foi quando percebi que já não escrevia qualquer letra e procurava escrever as letras do seu nome. Considerei um grande avanço por que antes disso, em questão de pouco tempo, ele escrevia um monte de rabiscos nas folhas do caderno do começo ao fim. E sempre dizendo professora escrevi muita coisa. Está certo? Respondia que sim e sempre procurando dizer palavras de encorajamento a ele. Por ser uma criança muito desconfiada, e também parecia que não acreditava muito em elogios, ficava mais arredio ainda. Fui mostrando a ele que poderia escrever muitas letrinhas, depois palavras e até outras coisas ele se animou e começou a se interessar pelas atividades. Passou a confiar em mim e não tinha medo de errar.
O aluno por vezes tem medo da reação do professor quando ele não consegue acompanhar e se inibe em perguntar ou até mesmo dizer que não sabe. Com isso se retrai e acaba se fechando a cada dia e deixando de ter interesse em aprender; geralmente os alunos com dificuldades são muito capazes e criativos.
A liberdade de expressão é algo fantástico, pois o aluno se realiza ao perceber que é capaz de produzir e criar.
O professor em sala de aula precisa algumas vezes acreditar mais no potencial do aluno, deixando o mesmo mais a vontade, com isso ele fica mais próximo do aluno.
É fantástico quando o aluno consegue escrever palavras, dando sentido a escrita, podendo se expressar, através de um lápis e uma folha de papel.
Em nossa escola ideal, desejamos ter educadores que sonham por uma educação melhor. E alunos que querem aprender e sintam prazer em fazer parte dessa escola.
Marilanes
A escrita
Quando comecei a participar de uma sala de aula como aluna pesquisadora, tinha uma visão bem diferente do que era alfabetizar uma criança. Com o passar do tempo pude sentir que não é tão fácil assim. Porém é algo encantador ajudar o aluno a concluir uma hipótese através daquilo que ele sabe e que pode ser de grande importância para o passo seguinte. Nada deixa de ter sentido, seja um rabisco, um desenho, não importa o quê. Tive algumas experiências com alguns alunos sobre a escrita e confesso que viajava com eles.
Uma aluna conversando com a outra disse:
Se você quiser pintar bem bonito, faça assim! Feche os olhos, imagine que está pintando e se não gostar da cor você pode apagar e mudar! Quando ouvi aquilo pensei! Os alunos pensam e tem cada idéia! Esse aluno era pré-silábico sem valor e de uma ora para outra passou de nível, colocando varias letras e reconhecendo as letras do seu nome. Fiquei perplexa, pois imaginava que fosse demorar muito para que ele avançasse de nível. Foi quando esse mesmo aluno que não imaginei que fosse avançar, ele avançou. E aí começamos a planejar atividades que faça os alunos a avançarem na escrita e a terem imaginação. Essa busca é o mais desafiante para o professor, pois um aprende com o outro.
Outra vez o aluno chegou até a mim e disse: Professora eu sei escrever um caderno cheio de lição! Eu disse: Que bom! Foi quando percebi que já não escrevia qualquer letra e procurava escrever as letras do seu nome. Considerei um grande avanço por que antes disso, em questão de pouco tempo, ele escrevia um monte de rabiscos nas folhas do caderno do começo ao fim. E sempre dizendo professora escrevi muita coisa. Está certo? Respondia que sim e sempre procurando dizer palavras de encorajamento a ele. Por ser uma criança muito desconfiada, e também parecia que não acreditava muito em elogios, ficava mais arredio ainda. Fui mostrando a ele que poderia escrever muitas letrinhas, depois palavras e até outras coisas ele se animou e começou a se interessar pelas atividades. Passou a confiar em mim e não tinha medo de errar.
O aluno por vezes tem medo da reação do professor quando ele não consegue acompanhar e se inibe em perguntar ou até mesmo dizer que não sabe. Com isso se retrai e acaba se fechando a cada dia e deixando de ter interesse em aprender; geralmente os alunos com dificuldades são muito capazes e criativos.
A liberdade de expressão é algo fantástico, pois o aluno se realiza ao perceber que é capaz de produzir e criar.
O professor em sala de aula precisa algumas vezes acreditar mais no potencial do aluno, deixando o mesmo mais a vontade, com isso ele fica mais próximo do aluno.
É fantástico quando o aluno consegue escrever palavras, dando sentido a escrita, podendo se expressar, através de um lápis e uma folha de papel.
Em nossa escola ideal, desejamos ter educadores que sonham por uma educação melhor. E alunos que querem aprender e sintam prazer em fazer parte dessa escola.
Marilanes
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